Verão 2018 tem frescor de décadas passadas

Nenhum Comentário
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestShare on LinkedIn

O verão 2018 será como o verão de antigamente! Na passarela da maior semana de moda brasileira, a SPFW, estilistas apostaram em um perfume de outras décadas dentro do mood veranil de 2018. No ano em que o biquíni completa 60 anos, os mineiros Ronaldo Fraga e Patricia Bonaldi propõem uma moda praia bem ao estilo “come quieto”.

PatBo – foto: Marcelo Soubhia /FOTOSITE

Em mais uma participação na SPFW, Patricia Bonaldi foi buscar no passado inspiração para o seu verão do futuro. Na praia vintage da mulher que veste Pat BO, os bordados são usados na potência máxima e de uma forma lúdica e divertida, fazendo uma roupa usável em qualquer ocasião e não apenas em festas. “No começo, a coleção é bem mais rústica, com a presença de linho e tecido panamá. De repente, mistura tudo isso com um bordado superprecioso”, enfatiza.

Marcelo Soubhia /FOTOSITE

Patricia usou uma cartela na qual os tons pastéis se sobressaem em meio às figuras lúdicas, como maxi cogumelos e borboletas gigantes, enriquecendo peças, como o jeans na marca. “É uma mulher divertida, que não tem medo de brincar um pouquinho. Uma mulher que adora cores e essa tropicalidade – que é tão nossa – acaba explodindo na roupa de uma maneira não caricata. Às vezes, quando você pensa em Brasil, pensa em muitas estampas. Mas, acho que a gente conseguiu traduzir isso de uma maneira limpa, chique e usável”, pontua.

A coleção explora bastante as listras – referência náutica do verão – mas também extraída das cadeirinhas de praia. Outra brincadeira proporcionada pela estilista na coleção, é a de “combinar, descombinando”.

 

Ronaldo Fraga

Mergulha nos anos 20

Pela primeira vez, Ronaldo Fraga mergulhou no universo da praia em uma coleção focada no mood dos anos 20, quando um bom banho de mar tinha fins medicinais. “É uma viagem à década de 20, quando a elite brasileira descobriu a praia e se mistura. Embora, no início, ela vestisse a última tendência européia, que é uma festa – com sapato, meia fina e muita maquiagem – nascia ali o espaço mais democrático que o Brasil tem até hoje, que é a praia”, explica Ronaldo Fraga.

foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Próximo à Oca, na Bienal, em um dia de muito calor em São Paulo, Ronaldo Fraga apresentou a coleção que reporta a Copacabana, Ipanema de 100 anos atrás, com direito a banda Já Te Digo, direto de Minas Gerais. Jornalistas e convidados conferiram tudo em espreguiçadeiras com tecidos que traziam croquis do estilista. E, ao invés de modelos com corpos esculturais, Ronaldo preferiu – mais uma vez – expressar o quão democrático é a praia, através de um casting bem diversificado.

Ze Takahashi / FOTOSITE

Na passarela, reinou a diversidade. O casting trouxe idosos, trans, pessoas com deficiências e também das novas tecnologias usadas dentro da construção das peças da moda praia. “Sempre me incomodou, em lançamentos de moda praia, ter ali o modelo mais lindo e perfeito do mundo que é irreal, porque não tem quadril, não tem bunda, não tem barriga. Então, como olhar esses grupos e buscar representatividade e dizer: são lindos, em cada um de seus grupos. Foi um casting feito com muito cuidado, que eu já venho fazendo há anos. Então, tem ali, como se eu trouxesse os meus velhinhos do desfile do giz, as minhas trans, gordinhos de outra coleção… estão todos aqui“, contou o estilista.

Calor dos trópicos

A Vix de Paula Hermanny abriu o calendário de desfiles na Bienal com uma coleção colorida, vibrante, que explora bem o calor dos trópicos. Essa foi a segunda participação da estilista Paula Hermanny na passarela paulista. Um beachwear sofisticado, pontuado por tecidos nobres, como seda. “Trópicos remetem às cores e estampas vibrantes que escolhi para a coleção de verão”, disse a estilista. A marca está presente em 22 países, duas delas, abertas nos Estados Unidos.

Nos tempos do descobrimento

A Triya foi além na sua viagem do tempo. A sua coleção mostra a exuberâfoto: Marcelo Soubhia / FOTOSITEncia do Brasil na época do descobrimento.  As peças – superousadas e cavadas – exploram bem a fauna e flora do país ainda nativo.

foto: Marcelo Soubhia / FOTOSITE

Modelagens de época, como corselets, espartilho e “fraldas”, desconstruídos e repaginados cheios de conforto. Trabalhos artesanais, como macramê, tressê, tramas de palha, cestos indígenas, feitos com seda e lycra, aparecem na coleção.

Pin-ups dos anos 50

Amir Slama, um dos gênios do beachwear brasileiro, inspirou-se na década de 50, especificamente na sensualidade das vedetes da época. O busto ganha evidência nos recortes, em referência a pin ups e divas, como Marilyn Monroe. É um beachwear cheio de brilho, principalmente de tecidos acetinados em versão com elástico, além dos drapeados. E a sensualidade e glamour se aplicam também ao masculino da marca.

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Verão em Bali

O verde exuberante de Bali foi o ponto de partida do verão 18 da Água de Coco de Lianna Thomas. Após uma viagem ao local, a estilista cearense fez uma imersão na natureza e reproduziu em seu beachwear. Além do verde, a marca aposta também em tons solares e nas estampas maximizadas de orquídeas em patch, reproduzindo efeito 3D.

O artesanato local é revisatado e se transforma em acessórios e peças incríveis feitas em couro trançado. Na passarela, um time de tops foi escalado para estrelar a coleção. Entre elas, Ana Claudia Michels, que teve filho recentemente.

 

Misticismo e espiritualidade

E na esfera do tempo, direto do final do século XIX, Lenny Niemeyer falou da busca da espiritualidade, reinterpretando os trabalhos das artistas místicas suecas Emma Kucz e Hilma Af Klint. As roupas, são grande expressões da arte dessas artistas que, como muitas naquela época, foram incompreendidas. A presença forte do geometrismo sinaliza, com destaque para um trabalho de alta-costura com rolôtes nos maiôs.

Mood Contemporânea

E no meio a viagens no tempo em busca de inspiração, a Borana apostou em um beachwear cheio de atitude e contemporâneo. Borana é uma das marcas selecionadas pelo Sebrae o IN-MOD dentro do projeto TOP Five, e fez a sua estreia na passarela da SPFW.

A marca capixaba de Patiara Aguiar, 30 anos, trouxe um beachwear marcado pelo jogo de estampas gráficas em preto em branco, principalmente o xadrez vichy.  A grife tem uma pegada bem jovem e cheia de personalidade. Os acessórios, feito a mão, somam no stylist de estreia.

 

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestShare on LinkedIn

Deixe um comentário