Lázaro Ramos: “Decidi colocar a minha voz em meus tra­balhos”

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Ator, apresentador e escritor, Lázaro Ramos, empresta sua voz a discussões necessárias como o racismo e a construção de um Brasil melhor. Aos 39 anos, está incerto sobre o seu futuro e o do país. “É um momento importante para sairmos das nossas bolhas e escutar aqueles que você acha que não têm nenhuma afinidade”, diz.

Bem casado, pai de dois filhos, atualmente está em cartaz como diretor no teatro com a peça O Topo da Montanhaque fala sobre a luta por direitos civis nos EUA sob a tutela de Martin Luther King Jr. e está prestes a estrear novas temporadas de três programas na TV. Hoje em dia é um dos nomes com maior credibilidade do showbiz brasileiro.

Com bagagem de 13 anos entrevistando personalidades e pensadores como Caetano Veloso e Fernanda Torres em Espelho no Canal Brasil, uma pergunta em comum nor­teou todos os entrevistados: “O que você quer dizer de novo para o Brasil?”. “Vivemos em um momento em que parece não haver alternativa. Em resposta à provocação, os entre­vistados usaram ‘de novo’ como ‘novamente’, mas também ‘de novo’ como novidade. Estamos tentando oferecer alternativas”, explica.

Recentemente rodando o país nas gravações de Lazinho com Você, na Globo, o ator encontrou sua forma de colocar sua voz perante o público, passando a abordar questões sociais brasileiras em plataformas além da dramaturgia, como no livro de sua autoria Na Minha Pele.

Veja o ensaio do ator com o fotógrafo Jorge Bispo

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“Em um dado momento da carreira, decidi colocar a minha voz em meus tra­balhos.  A voz de um pai de dois filhos, negro, baiano, que fez um teatro engajado em Salvador e depois um teatro lúdico no Rio. Percebi que precisava aprender a me comunicar, falar o que eu estou sentindo e quais são minhas expectativas”, conta.

A edição de março, abril e maio da Carbono Uomo chega às bancas no dia 19 de março.

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